Sense8: Não Tente Explicar, Apenas Sinta…

“O que é que eu faço da minha vida agora?”
Todos os viciados em séries de verdade tem esse sentimento quando entram em um relacionamento sério com aquela trama que prende a gente em um abraço que deixa o pulmões em ar.

Sense8 é uma ótima série para dar esse exemplo. Entre críticas e elogios, a série com certeza ganhou seu espaço no olimpo das mais faladas logo depois da estreia.
Sinceramente, a série é muito boa. Não tanto quanto se vende, mas ainda assim conseguiu me prender de um jeito que só as minhas favoritas conseguiram.
Sense8 tem uma proposta de trama bem interessante e nada fácil de explicar. São 8 pessoas, uma de cada lugar do mundo, conectadas de uma forma misteriosa. Tão misteriosa que não fica clara nem mesmo para o expectador.

E isso é um dos grandes trunfos de séries assim, como Hamlock Grove, que a cada episódio responde mistérios com mais mistérios jogando a gente em circulo vicioso.

Angelica, interpretada por Daryl Hannah

Quem assistiu Sense8 pode estar se perguntando até hoje o mesmo que eu estou me perguntando: quem é Angélica????? Não posso deixar de dizer do momento nostalgia que senti quando vi Daryl Hannah, e pensei “É a Madson, de Splash: Uma Sereia em Minha vida.”
Mas fato frustrante é que passamos 12 episódios absorvendo cada diálogo com a esperança que responda algo sobre quem é Angelica.
Depois desse grande mistério que nos assombra durante a trama interia, temos os primeiros 05 episódios longos e cansativos de Sense8, com suas subtramas intermináveis, que na minha opinião tornam tudo muito cansativo. Por isso eu divido sense8 em as pessoas que sobreviveram aos 05 primeiros ep´s e as que não sobreviveram.

Porque a série só fica boa de verdade do 6º ep pra lá.

 

O ponto positivo (?), dessa chatice da longa explicação dos personagens é que pra quem se prende à série, cria um tipo de vínculo com a história. Suas vidas, relacionamentos, medos, esperanças, inseguranças, problemas e passado são expostos minuciosa e simultaneamente para nós. Assim você tem 8 pessoas diante de você, com uma vida completamente “normal”. E quando digo normal, é realmente normal. Quando terminei o seriado e fiquei reclamando um pouco sobre o quanto esse blá blá blá foi chato, pensei comigo “Mas a vida das pessoas é assim mesmo, sem muita coisa de especial. Porque não colocar um pouco de realidade em uma série?”.

Ninguém tem nada de especial. Atores, cientistas, hackers, ladrões. A diversidade que foi dada pra cada um enriqueceu as histórias. Mas, pra mim, talvez tenha sobrecarregado um pouco quem está assistindo. Por isso não culpo quem reclama.

Resumindo, Sense8 conta a história de 8 pessoas. Cada uma de um lugar do planeta, com costumes, culturas, personalidades e vidas completamente diferentes . Entretanto, de alguma forma elas estão conectadas (ou foram conectadas?). Angelica ainda é um mistério e até que ponto ela está envolvida nessa habilidade das pessoas se conectarem, a gente ainda não sabe. Até onde entendi, foi ela quem “deu a luz” à esse grupo de 8 pessoas.

Jonas (à esquerda) e Sr. Sussurros.

Ahh! E tem um Sense8 do mal, que se conecta com os outros apenas olhando o rosto. O Sussurros, o nosso querido antagonista (<3), que poderia ser sido trabalhado melhor dentro do seriado. Digo isso pois parece que ele foi jogado na série. O objetivo dele é acabar todos os sensates, e esse motivo não é explicado.

Muita gente criticou o quanto os personagens da série são esteriotipados. E eu concordo, porém, estamos falando de 8 protagonistas que são muito bem trabalhados ao longo dos episódios. Se cada um fosse ainda mais desenrolado dentro das diferenças, já imaginou quanta informação quem assisti teria que absorver? Então, o esteriótipo do menino pobre na África, da asiática lutadora, do policial americano. etc, facilitou o desenrolar da história e não acho que tenha afetado a qualidade da história.

Vamos conhecer um pouquinho desses personagens com quem a gente se apega por quase 13 horas de série?

Capheus

Capheus mora na capital do Quenia, Nairobi, na África Oriental. Ele leva uma vida agitada, transportando pessoas em uma vã, cuidando de sua mãe doente e enfrentando os desafios da violência em sua cidade sempre com muita esperteza e entusiasmo, e claro, com a ajuda de seus novos “companheiros”.

Riley

Embora todos mundo que assista a série se apaixone pelo grupo inteiro, alguns personagens ficam meio apagados no meio da trama, o que é de se esperar. Dar um peso igual para 8 personagens sem deixar a história superficial é quase impossível. Esse foi o caso da Riley. Ela é DJ, viciada em drogas e vive em Londres. Nada muito especial.

Will

Will é um tira que vive em Chicago. Cético no começo e durão, ele se mostra importante e muitas cenas no desenrolar da história. A relação dele com Lito no nos último episódios é bem curiosa depois da “orgia” na banheira.

Lito

Representando as gays! o/
Ele é um ator que mora na Cidade do México, vivendo em um relacionamento secreto com seu namorado. Depois que uma colega de trabalho descobre, a gente passa a torcer em quase todas as cenas para que os três continuem juntos. <3

Sun

Chegamos na chefona da série! Impossível não pensar assim depois de ver a Sun dar uma surra em todo mundo em praticamente todas as lutas da temporada. Quando a coisa fica tensa, pode ter certeza que a Sun vai aparecer. Curioso, pois no começo da série, ela parece ser uma das mais frágeis.

Wolfgang

Wolfgang é bonito, mal, criminoso e… dispensa comentários. ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Entendedores entenderão.

Nomi

“Meu nome é Nomi’.

Nomi é uma hacker transsexual que vive em São Francisco. Acho que a trama que se desenrola em volta dela é a mais triste. Ela desempenha um papel muito importante na série também com seu conhecimento tecnológico. Além dela e sua namorada serem, pra mim, o casal mais fofo. O que reforça a temática gay da série faz  sentido já que um dos irmãos Wachowski, criadores da série, é transsexual.

Andy e Lana Wachowski, criadores da série.

Kala

Por fim, a Kala.  Ela é uma cientista que vive na índia. Durante alguns episódios ela pode ficar meio apagada também em meio a tantos acontecimentos, mas os diálogos sempre são bem interessantes. A cena em que ela conversa com Wolfgang na chuva pra mim é uma das  mais bonitas da série.

Sense8 conquista a gente pelo contato entre o novo e o diferente. São pessoas completamente singulares entre elas e a série permite que a gente vislumbre uma relação única entre elas. Essa é a série que você estava procurando para começar a assistir. Como faltam palavras para explicar, vou deixar esse vídeo da Jout Jout tentando falar sobre a série:

Acho que Jout Jout conseguiu (ou tentou) definir em palavras humanas o que é Sense8. Agora é só roer as unhas e esperar pela segunda temporada que deve estreiar ano que vem.

Tá esperando pra começar?

Curtiu a série? Não curtiu? Comente embaixo o que você achou!

 

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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