Por quê o amor está morrendo? Eu tenho 03 respostas.

Algumas vezes eu me encontro em um devaneio constante sobre onde estaria o amor ou até mesmo se ele ainda existe. Nos últimos anos, andei percebendo  como anda difícil vê-lo. Tudo que eu consigo encontrar nos relacionamentos atuais é uma mistura vazia de afeição, expectativa e medo do futuro. Enquanto o amor… fica enterrado na última camada depois de tudo isso. Mas calma! É claro que eu posso estar errado.

Quando você pensa em amor, qual é a sua referência mais próxima? É uma resposta bem pessoal. Ao menos pra mim, são meus pais. Até porque, depois de mais de 30 anos juntos, se não for amor eu não sei o que pode ser. E depois de ver essa manifestação desse sentimento, logo em seguida eu volto para a realidade e me questiono porque a maioria dos namoros de hoje não passam de alguns meses. Então, aí vai meu primeiro palpite.

Triste e fria essa declaração, né? Mas é o que eu tenho visto (por experiência inclusive).

-Eu quero uma pessoa bonita, bem sucedida, popular para que eu possa mostrar para os meus amigos, para os outros, para postar fotos nossas juntos e mostrar como eu tenho sorte e estou sendo feliz com uma pessoa legal.-

Engraçado, porque o conceito de felicidade não é justamente o oposto disso? A felicidade é interna, é sua. E no amor, de ambos. Não uma encarnação de insegurança travestida de autorrealização diante do que os seus amigos ou os colegas de trabalho veem de você.

Bom… essa é apenas a minha primeira hipótese. A próxima é

Esse pensamento tem dois lados – como tudo na vida- o lado saudável e o lado nocivo. Eu costumo dizer que amor próprio é como um remédio. Se você não souber dosar, pode ficar viciado. Eu não defendo que as pessoas mudem por amor, mas que elas melhorem. Esse é um dos propósitos desse sentimento, nos tornar pessoas melhores. E, aqui entre nós, acho que é essa umas das vantagens do amor, concorda?

O meu namoro mais longo foi com uma pessoa completamente diferente de mim. Por exemplo, eu gostava de pop, ele de clássicos sertanejos, eu gostava de sair, ele de ficar em casa, eu gostava de lugares refinados e elegantes e ele de ambientes simples e aconchegantes. E você deve se perguntar, como deu certo por tanto tempo? No começo foi mais fácil, porque queremos agradar, mas depois de um certo tempo ficou mais difícil, mas nos acertamos. Tiramos o melhor um do outro. Eu aprendi simplicidade e ele a ser mais exigente. De uma certa forma nos completamos em coisas que precisávamos. Mas veja só, eu não mudei por ele, nem ele por mim. Mas nós melhoramos.

É uma diferença sutil, mas que nos fez felizes.

Enquanto você pensa um pouco sobre isso, eu vou para a minha terceira hipótese.

Você já deve ouvido essa ideia em alguns filmes. E entendo esse comportamento “consumista” da troca ao invés do conserto. Mas vamos divagar um pouco sobre essa ideia. A primeira coisa é:

Pessoas não são coisas.

Aplicando a lógica da troca, tudo parece ser mais vantajoso, né? Se você tem um problema, trocar é solução! Você ganha outra coisa completamente nova, sem nenhum problema do passado, sem nenhum arranhão, pronta para começar do zero. Bom, isso pode ser muito legal se estivermos falando de um carro, um relógio ou qualquer outra coisa que se compre numa loja ou venha numa caixa. Com pessoas é mais complicado. Eu já fui movido por esse pensamento, e ele é desgastante, frustrante e cansativo. E quando digo que é um círculo vicioso, é porque quanto mais cansado, frustado e desgastado você fica com os outros, mais se afunda em você mesmo. E isso volta lá na segunda hipótese que te traz para essa terceira de novo, e assim por diante.

E de algum jeito você pode levar isso para quase tudo na vida.

Quando você se encontrar desacreditado no amor, acho que pode olhar pra essas três ideias. E se você se encontrar em algumas, vou esperar ter ajudado. O meu último conselho é: o problema está em nós, e mesmo quando não está, temos a solução. Às vezes podemos não saber se estamos prontos para usar.

Três pesos, três medidas.

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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