Filmes: Eu Matei Minha Mãe (Review)

Eu Matei Minha Mãe é um filme que vai te fazer pensar. Desses que, quando terminam, te deixa congelado em frente a tela olhando o vazio enquanto os créditos sobem.

Ele conta a história de um jovem gay chamado Hubert e a conturbada relação com sua mãe. A primeira coisa que eu gostaria de chamar a atenção aqui é a MARAVILHOSA atuação dos atores. É realmente incrível. Eu fiquei congelado em algumas cenas que eram bem fortes, tamanha a intensidade da interpretação deles. Você se sente como um expectador mudo diante do filme, com os estive ali pessoalmente assistindo, como quando você vai na casa de um amigo e a mãe dele brigava com ele na sua frente, e você ficava quieto sem saber o que fazer? É exatamente esse o sentimento que eu senti o filme inteiro. E mesmo depois de ter acabado, eu simplesmente não sabia o que fazer. Não tinha chão, não tinha pensamentos, não tinha nada. Fique lá parado, absorvendo toda a trama. Vamos lembrar que estamos falando de relação mãe e filho, o que já abre um leque gigantesco de situações para serem abordadas, com a impecável atuação, ficou uma bela obra cinematográfica do cinema belga.

https://www.youtube.com/watch?v=_jDTlFFRNnE

Outro ponto que achei muito legal no filme é a fotografia e a ambientação dos lugares. Enquanto os atores dialogam ou pensam, a câmera não foca neles. Eles raramente são o centro das imagens do filme durante os diálogos. O  que cria um ar meio lúdico de devaneios. Como se não quiséssemos olhar aquilo de frente, mas estando cientes de tudo que está acontecendo. O rosto deles está sempre claramente visível nas cenas, porém, automaticamente eu sempre desviava o olhar deles por vezes. É um filme que mexe bastante com nosso psicológico e nossos sentimentos. Quem nunca teve uma briga com a mãe?

Hubert vive com sua mãe que o criou sozinha desde pequeno depois que o pai “fugiu” da responsabilidade de ter um filho, embora ainda mantenha contato. Desde então, os dois possuem uma relação conturbada.

Existem várias diálogos e situações com os quais eu criei muita empatia. Como o diálogo entre a mãe de Hubert e de Antonin na espera para o bronzeamento. É uma cena muito empática.

Basicamente ela não tem nada de mais. Porém toda a interpretação, reação e enquadramento faz com que a gente entre na mesma linha de pensamento que a mãe de Hubert. Se você não sabe do que eu to falando, corre agora pra assistir esse filme que vai fazer mais sentido.

Todo o longa e as situações que acontecem nele giram em torno da relação dos dois. Eu achei um filme super interessante, inclusive para se assistir com a mãe, em que a relação é colocada à prova. No fim, não entendemos muito bem como é realmente a relação dos dois.

Eu gostei muito do seguinte diálogo em que eles brigam e Hubert vai embora assim que termina de falar.

-O que a senhora faria se eu morresse hoje?

E em seguida, depois que ele se afasta, ela fala bem baixinho.

-Eu morreria amanhã.

Pra mim esse diálogo mostra bastante como a relação com uma mãe. Sobre fazer o melhor para o filho, mesmo que ele ache ruim.

Além de amar o filme, acabei virando grande fã do Xavier Dolan, que interpreta o Huberte também por ter escrito e dirigido tudo. Palmas pra ele. Eu sugiro você aproveitar o tempo livre para assistir. “Eu Matei a Minha Mãe” está disponível na Netflix e no Youtube, que você confere logo abaixo. Depois comente aqui o que você achou. 🙂

https://www.youtube.com/watch?v=1W1Oe40beUw

 

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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