Review de Song Of The Sea (Finalmente! Aeww o/)

É com o convite acima que você entra em um mundo completamente diferente de outros filmes.

Hoje eu trago a vocês um review da minha animação favorita em todo o mundo! Quem me segue no Snapchat, vez ou outra me vê postando trechos desse filme encantador. Song Of The Sea (A Canção do Oceano), é um longa-metragem diferente dos outros. Ele conquista por várias aspectos artísticos que Tom Moore conseguiu reunir nesse filme.

Em um primeiro momento, o que me chamou atenção na primeira vez que assisti ao filme foram as ilustrações.

Traços harmoniosos, cores lúdicas lembrando giz de cera e pinturas feitas por algum artista pós modernista. Me pareceu até um pouco infantil no início, mas depois de poucos minutos eu já estava admirando todos os cenários do filme. O mais incrível e rico de todos, seja talvez a cena acima em que Bronach, mãe de Ben e Saoirse, canta para ele, rodeados pelas pinturas e histórias que rabiscaram pelo quarto.

Eu sempre presto muita atenção ao lado sonoro dos filmes, e olhando nesse sentido, Song Of The Sea foi um dos filmes que mais me conquistaram pela originalidade das músicas em uma sincronia incrível com o filme. Músicas tristonhas, com cheiro de saudade e passado. Como na cena em que Bem e sua irmã estão indo para a casa da avó. Todas as melodias soam com o mesmo toque doce do filme. Uma combinação perfeita entre imagem e som.

https://www.youtube.com/watch?v=Vc9LUoFMQ10&list=PLtNzQy6JWGrtN0eJ5XTY2dbEQsYtEClng&index=2

Ouça Amhrán Na Farraige. ?

Song of The Sea não é um filme comum de fantasia para crianças. Foi um filme que me deixou sem fôlego. Um sentimento de ser transportado para um mundo diferente, cheio de fantasia, sonhos e esperança. Todas as histórias, lendas da região adaptadas ao filme, trazem consigo uma bagagem poética muito bonita. Como a bruxa-coruja Macha (lê-se Maka), que retira os próprios sentimentos para não sentir a dor do seu filho que sofreu no passado e como isso vai a transformando em pedra, literalmente, em todos os sentidos.

Ben e o Grande Seanachai.

Sem falar do desfecho da história que é emocionante.

É por essas e muitas outras razões que sempre volto a assistir ao filme.

A história gira em torno de Ben, e não de Saoirse (lê-se Sircha) sua irmã mais nova, que vivem em um farol à beira mar com o pai. Sua mãe desparece misteriosamente quando ainda era criança, deixando apenas sua irmã ainda bebê.

Um dia, após um incidente com Saoirse, eles são obrigados a ir morar com a avó na cidade. Ben, que sente falta de seu fiel amigo, um cão chamado Cu (sim, Cu), decide encarar caminho de volta e acaba sendo seguido por usa irmã.

O que ambos não sabem, é que o futuro de todos os seres do mundo das fadas depende de Saoirse, que é um Selkie (um tipo de sereia do folclore da Irlanda). Então, os dois partem em uma aventura cheia de perigos, personagens fantásticos e acontecimentos incríveis.

Vale ressaltar que o longa tem grande influência do folclore irlandês, retratando lendas e mitos das regiões europeias em um cenário lúdico e encantador sem parecer esotérico. Uma pena não ter ganho o Oscar 2015, onde concorreu à melhor animação.

Fica essa super recomendação de filme pra você. E pra quem assistiu, comente o que achou. 😀

Trailer do filme:

 

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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