Não sei amar direito

A vida é cheia de desencontros, não é mesmo? Pessoas estão entrando e saindo de nossas vidas o tempo todo. Eu sempre digo para mim mesmo que preciso tomar cuidado com as minhas decisões. Eu tenho um coração confuso e posso acabar machucando pessoas sem perceber. Acho que não sei amar direito. Uma vez um amigo me disse uma frase que nunca mais saiu da minha cabeça.

 

Eu não sei lidar com esse turbilhão de emoções que um único sentimento é capaz de proporcionar. Eu prometi para mim mesmo mais de mil vezes que tomaria cuidado com cada coração que viesse falar comigo. Eu descobri que eu não sirvo para fazer os outros felizes. Não consigo me imaginar sendo o centro das atenções do coração de uma pessoa. Sendo o responsável por sua felicidade, pelo amor que ela sempre sonhou. Acho que é muita responsabilidade em cima de alguém que não sabe lidar com os próprios sentimentos. Quem dirá com os dos outros.

Eu sou o garoto esquisito, o estranho da sala. Tenho gostos diferentes, defeitos perigosos e sentimentos imprevisíveis e um vício crônico na solidão.

Como uma pessoa assim poderia fazer alguém feliz? Que futuro eu poderia oferecer além de uma estrada de corações esburacados?

Mesmo com tantas placas de afaste-se, vez ou outra um desavisado acaba caindo por aqui. Mas não demora muito para que entenda onde está se metendo.

Eu já me acostumei a viver em meio a um cemitérios de amores abortados.

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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