Projeto 12 Meses 12 Coisas: 12 Fotografias

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Caso você ainda não saiba, todo dia 12 eu publico aqui no Cronistas de Quarto um post da corrente de conteúdo 12 Meses 12 Coisas, que propõe um tem apara ser trabalhado em cada mês.

O desafio de maio foi trazer 12 fotografias que adoro. Misturei bastante algumas minhas e outras de outros autores. São fotos com um significado muito forte pra mim, como tudo que eu trago para vocês aqui no Cronistas. Continue lendo para ver o resultado.

#1. Saudade

Essa é uma das poucas fotos onde eu e minha irmã aparecemos juntos. Na época, eu tinha 08 anos e ela 16. Estávamos na casa dos nossos pais e minha mãe resolveu bater uma foto. Foi inclusive uma das últimas fotos que tiramos juntos. Naquela época, celulares com câmera não eram nem um pouco populares. Essa foto sempre desperta em mim muitas emoções, por conta das lembranças que ela me traz, são uma das poucas coisas da minha irmã que carrego comigo. Além daquelas que eu tenho no peito.

#2. Noite

Eu tirei esta foto no dia em que fui até a faculdade para prestar o vestibular. Foi uma fase de transição na minha vida. Muitas coisas estavam mudando muito rápido, e eu não entendia bem no que estava me tornando. Estava indo para o mundo e deixando de ser o garotinho, estudante de ensino médio que era. Estava enfrentando minhas próprias batalhas.

#3. Liberdade

Quando essa foto foi tirada, eu estava passando por um momento bem complicado da minha vida. Problemas com a família, rebeldia e um novo relacionamento intenso que havia começado. Ele e eu adorávamos nos aventurar natureza a dentro para tirar fotos. Tínhamos um espírito de liberdade e rebeldia invejável e que não cabia em nós. E enfrentamos muitas coisas juntos para manter isso vivo. Ir para lugares distantes era uma forma de sentir na pele isso. E essa foto resume toda essa fase pra mim. Aprender a criar coragem é a mensagem que ela me traz.

#4. Recomeçar

Eu vim de uma família muito humilde. Meus pais vieram recém-casados e “fugidos” da família para Campo Grande com pouquíssimas coisas. Tudo que tinham eram poucos móveis e a roupa do corpo. E aqui eles construíram suas vidas e a família da qual eu tenho tanto orgulho hoje. Me pai me segurando sob o sol no bairro onde moravam me ensinou a nunca esquecer a simplicidade das coisas, a nunca esquecer de ser humilde e que podemos construir grandes coisas com muito suor, trabalho e determinação.

#5. Novo

Chegou um momento em que eu tive que enfrentar todos os meus monstros. Tive que enfrentar tudo que eu vivi no passado. Minhas dores, meus fantasmas e minhas tristezas fazem parte do meu passado. Quando eu fiz essa tatuagem, estava marcando na pele de forma visível tudo aquilo que eu havia vivido nos últimos 07 anos. Meu grande amigo de infância, Elso, foi quem fez. Pra mim, foi mais o encerramento do momento de transição.

#6. Himmel

Poucos sabem, mas eu tive alguns projetos de fotografia no passado, quando ainda era adolescente. Um deles era o Himmel (céu em alemão), onde eu buscava retratar traços simples e chamativos da natureza. Eu costuma sair em uma terça de manhã apenas para fotografar esses detalhes, de um jeito bem amador, mas com toda a vontade que eu tinha na época. Quem sabe um dia eu resgate esse projeto.

#7. ID

O ID (Identidade), foi outro desses projetos. O maior deles, pra mim. Ele durou cerca de 03 anos, onde eu fotografava a mim mesmo. Características, detalhes e outras coisas que mostrassem um pouco de mim. Um pouco da minha identidade. O projeto todo soma quase 250 fotos dentro dessa perspectiva. O resultado, pra mim, ficou muito nostálgico. Foi difícil escolher uma, por isso escolhi uma das primeiras.

#8. Morena

O último desses projetos foi o Morena. E poucos foram tão prazerosos de se fazer. Em uma época onde Instagramers não existiam, eu já saia por aí fotografando a cidade pelo simples prazer de guardar a foto pra mim. Bons momentos!

#9. Barão

Esse na foto é o Barão, um cão forte de corajoso que acompanha seus donos em suas voltas pelas florestas de Terenos. Ele também é pai do Dragão, seu filhote que eu ganhei e que hoje é o meu cachorro. Igual ao pai (tanto no tamanho quanto na capacidade de fazer bagunça). Poucas vezes eu realmente senti o sentimento de companheirismo. Essa foto me lembra do quanto um animal, como um cachorro, pode nos amar e estar ao nosso lado não importando para onde estamos indo.

#10. Perfeição

Eu sempre digo que gosto muito de cidades, movimento, agitação e que gosto muito de chuva também. Eu gosto dessa foto porque ela une as duas coisas. Uma tarde chuvosa de trabalho bem no coração de Campo Grande. Algo simples, mas que se tornou um momento inesquecível pra mim.

#11. Lar

Essa é uma das mães recentes. Eu gostei muito dessa foto porque ela, pra mim, foi o registro de um sentimento muito mais do que de um momento. Eu estava chegando em casa quando olhei para céu e vi que havia tantas cores naquele pôr do sol quanto na paleta de um pintor. Azui, vermelho, amarelo, cor de rosa e vários outros tons se misturando de criando outros. E por um instante, eu quis morar naquele pôr do sol. Dizem que a felicidade é todo momento que você não quer que acabe. Então, aquele pôr do sol me fez feliz.

#12. Tempo

A última foto fica por conta das ruínas de uma antiga construção do bairro onde a minha avó materna mora. Não sei exatamente se foi uma igreja, casa ou uma mini fábrica. Tudo que eu sei é que hoje só restou um resquício da história do que aquilo foi um dia. Acho que me tornei uma pessoa muito reflexiva.

Essas foram algumas das fotos que tenho mais carinho. Contam um pouco da minha história e de quem eu sou. Espero que tenham gostado.

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Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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