A barganha do amor.

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O que você tem a me oferecer?

No primeiro momento, eu não entendi exatamente qual o objetivo que essa pergunta tinha. Eu havia acabado de conhece-lo e perguntando o que ele buscava conhecendo novas pessoas.

Os relacionamentos estão cada vez mais raros e aqueles que ainda conseguem brotar nos corações inférteis das pessoas modernas, obviamente, não duram muito.

Eu sei que a situação não anda nada boa para quem acredita no amor, mas nunca pensei que um dia iria barganhar para começar um novo relacionamento.

Conforme os anos vão passando e os conceitos e comportamentos se alterando, eu sinto que o senso comum das pessoas sobre coisas que até alguns anos atrás eram nebulosos, passam a se tornar claros e cada vez mais definidos. O resultado disso são pessoas cada vez mais determinadas e… perigosas. Perigosas claro! O que de bom o ser humano não consegue deturpar, não é?

“O que você tem a me oferecer” me mostra que esse rapaz entendeu que a situação não está fácil para quem tem esperança, e na natureza instável dos relacionamentos, sobrevive quem se adapta. Fiquei um pouco assustado. Será que chegamos a esse ponto? Eu realmente espero que não.

Se eu tivesse alguns minutos a mais, ou pudesse chama-lo para uma conversa (pessoalmente), eu diria que eu não tenho muito a oferecer. Muito menos tenho garantias que isso tudo daria certo. As pessoas parecem não querer “tentar”, em algo que elas desconhecem ou que não tem plena certeza de que resultará em alguma coisa. Curiosamente, a maioria dos relacionamentos saem dessas situações. Já ouviu a frase “Os amores impossíveis são os que duram mais”? É basicamente assim tudo funciona. Mas ninguém parece muito interessado em fazer as coisas da “forma certa”.

Alguns tem a oferecer uma conversa, outros, sexo, mas ninguém pode oferecer garantias. Na verdade, o que as pessoas buscam é isso. Garantias. Algo que ninguém (nem quem busca), pode oferecer.

Como na canção de Amay Winehouse, “Love is a losing game”. Aliás, depois desta longa conversa, só ouvindo um pouco de Amy para distrair a cabeça.

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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