Vamos falar rapidinho sobre discriminação e violência?

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Eu e você sabemos que o mundo anda cheio de violência gratuita. As pessoas praticam o mal muito mais do que se esforçam para um gentileza. Sendo mais específico, com uma certa periodicidade eu vejo notícias nos jornais dizendo que um gay foi atacado, agredido ou morto. Esta notícia, para ser mais específico, foi o que me fez pensar sobre segurança atualmente, e algumas outras coisas que esbarram na esfera do tradicional comportamento aceito na sociedade tradicional entre um casal gay.

Eu tenho muitos amigos gays, de todas as gerações. Os mais velhos, sempre me aconselharam a tomar muito cuidado. Tive um namorado que tinha até receio que eu me aproximasse de mais dele enquanto andávamos juntos no shopping, por exemplo. Bom, eu sou do partido que permite que a gente expresse o nosso carinho em público, seja um selinho ou pegar na mão. Afinal, os héteros também podem (né?)

A maioria das notícias que eu tenho visto, foram de gays sendo agredidos em lugares “suspeitos”. Ruas escuras, sempre com pouco movimento ou barzinhos do interior (desses que parecem tirados de um filme de faroeste). Eu fico triste em dizer que existem lugares que ainda não são seguros. A quem diz que nenhum lugar é seguro para um gay, eu só lamento por viver com esse medo. Não é o meu caso. O meu caso é continuar lutando pelo espaço que eu mereço. Óbvio que não será em um lugar sem o mínimo de segurança, porque é nele que os covardes e intolerantes se escondem.

Me lembro até hoje da primeira vez que fiquei com um namorado em público. Estávamos no em ônibus a caminho do parque. Nos sentamos nos últimos bancos, ele colocou um braço atrás da minha cabeça e me beijou. Eu fiquei vermelho e senti o sangue esquentar no meu nas minhas bochechas. O ônibus estava um tanto cheio. Pessoas mais velhas, senhoras de idade e donas de casa. Eu já havia até me preparado para os julgamentos, mas adivinha: eles não vieram. Na verdade, ninguém deu a mínima. Nem mesmo os dois grandalhões que sentaram ao nosso lado.

Na rua, eu nunca sofri discriminação porque havia dado um beijo ou pegado na mão de alguém que eu gostasse. Mas, eu sei que a realidade é diferente para muita outros.

O que eu quero dizer é que ninguém deve se esconder, ninguém deve reprimir um gesto de carinho por medo. Lugares perigosos são perigosos para todos, independentemente da sua orientação, cor ou credo.

Lembre-se de tomar cuidado, não discuta, não revide. Chame a polícia, discriminação é crime e sofrer ameaças também.

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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