A estrada até você.

Algumas vezes eu acordei com uma ânsia que eu não entendia. Algumas vezes, eu acordei com o coração sangrando através dos lençóis da cama, em meio a lágrimas e soluços.

Está tudo bem. Apenas mais um entre muitos.

Também acordei sem vontade de vestir a minha velha armadura e sair para as batalhas. Todas essas lutas que eu já tive me deixaram com uma casca grossa e rígida e, muitas vezes, nem sinto e nem ligo mais para os golpes que o mundo dava.

Às vezes, eu sinto vontade de deitar e chorar. Sinto de vontade de gritar e dizer que as coisas poderiam ser diferentes.

Mas tudo isso é apenas a estrada até você.

Eu canto, danço e sonho com os versos que escrevi para você. Versos sobre se perder no infinito da noite, dançar sobre as chamas, e não deixar mais nada para se explorar.

Versos sobre uma manhã que passamos juntos em casa. Sobre acordar em um sábado de manhã e já termos compromissos para sair. Hora marcada para a felicidade.

Tudo isso é apenas a última nota da música que eu escrevi e que encanto.

Enquanto caminho na minha estrada até você.

Eu sonhei com incontáveis probabilidades, bisbilhotei infinitas possibilidades, e todas elas terminam no momento que chego ao fim deste caminho. Não consigo ver mais além. Mas ainda tenho esperanças de ver você se aproximando no horizonte.

Alguém com a alma translúcida de sentimentos, um fabricante dos meus risos, alguém que veja meus defeitos e não tenha medo dos meus monstros.

Eu sei que você vai entender que eu gosto de música clássica, que eu adoro dançar valsa e coisas parecidas, que eu gosto do silêncio e de admirar os detalhes.

Você vai entender muitas coisas. Eu tenho certeza. Certeza também de que valerá a pena. Foram tantos desafios, obstáculos e lágrimas até chegar até você.

Porque você é o destino desta estrada.

 

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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