Crítica de Quarto: A Cabana

Aproveitei este feriado da sexta-feira santa para, coincidentemente, assistir ao filme A Cabana. Eu, particularmente, não tenho preconceito com gêneros de filmes (sejam eles religiosos, biográficos, fictícios, etc).

Para aqueles que não conhecem o livro A Cabana, é um livro voltado para a espiritualidade, a fé e a religiosidade cristã. Obviamente, eu espero que qualquer pessoa que decida ir ver este filme tenha isso em mente.

Essa crítica vai ser um pouco mais leve e analítica. Dei uma lida no que a crítica em geral têm falado do filme, e tem sido um verdadeiro desastre. O que eu descordo completamente.

É verdade que o filme possui alguns problemas, começando com a atuação Sam Worthington, que interpreta o personagem principal. Durante todo o filme, a inexpressividade do ator me incomoda um pouco. Ele triste, alegre, com raiva ou medo é quase impossível distinguir. E para um papel tão emotivo quanto este, acho que a escolha foi um pouco destoante.

Mas temos ela: Octavia Spencer, desempenhando um papel maravilhoso, doce e seu toque pessoal, que foi chamado por outros de “interpretação desleixada”. Por favor, né?

O filme prega a espiritualidade, onde um homem que acaba por perder sua filha passa por um momento de falta de fé em Deus, até que este o chama para um fim de semana em uma cabana na floresta (a mesa onde sua filha foi morta). Lá, ele é recebido pela Santíssima Trindade: Deus, Cristo e o Espírito Santo. Eu achei essa parte incrível! Principalmente pela ousadia em colocar as figuras supremas da religião cristã em papéis são sutis, doces e despretensiosos, mantendo o respeito e o ar de serenidade.

Em algumas partes, o filme pode ser um tanto cansativo. Em outras, muito triste. Eu chorei horrores dentro da sala de cinema.

Apesar de tudo, o filme traz lições de vida resposta de uma maneira que nos proporciona um bem-estar bem reconfortante a respeito de Deus. É fácil criar empatia com os diálogos e opiniões do personagem principal. Um excelente filme para ver sozinho ou acompanhado e que vai te fazer pensar um pouco na sua relação com a espiritualidade.

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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