Coragem.

Muitas vezes, a gente acaba assumindo coisas que não queria. Muitas vezes sinto que me tornei algo que me afasta do que eu realmente queria ser. É como se as coisas estivessem me levando na direção errada, mas como tudo está dando certo, a gente não reclama. Ainda assim, eu me pego me questionando sobre tudo isso. É aqui mesmo que eu queria estar? E se não é, é muito tarde para voltar?

Eles dizem “nunca é tarde demais”. Mas, pra mim, soa como aquelas frases que de tanto repetir as pessoas apenas acabam adotando como verdade. Não pra mim. Essa configuração de sempre questionar tudo acaba me sabotando na maioria das vezes.

Talvez realmente não seja tarde demais. Mas, e se for?

Eu sempre gostei de parar e pensar em toda as possibilidades que eu tenho. Toda a bagagem que eu trouxe aqui, minha vida, meus aprendizados e experiências, eles são meus. Eu sei que começar algo novo e diferente agora não quer dizer jogar tudo fora.

Eu aprendi que não importa o que você tenha vivido, essa experiência que guiará em qualquer lugar e te ensinará para sempre, não importa o que esteja fazendo.

Eu pego frases populares que adoto como verdades. Eu crio as minhas. Baseadas no que eu vivi, nas cicatrizes que eu carrego e nos erros que me espreitam do passado.

Ter medo do que está por vir não é um problema. O problema é deixar que este medo se transforme em uma grande incógnita  que te impede de ter coragem e criar um novo futuro. Esse incômodo no seu peito, esse sentimento de que as coisas poderiam estar diferentes, elas se transformam em combustível, queimando de dentro pra fora, me movimentando, me fazendo ir em frente.

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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