Sentimentos Difíceis

Entre tentativas de acertos encontramos nosso lugar. Entre despedidas e novos “olás” para desconhecidos, uma frase me salta aos olhos, vindo do fundo do meu baú de lembranças.

Sentimentos difíceis. Decisões ainda mais. Eu não perdi ninguém. Provavelmente, fui eu quem me perdi.

Você sente essa grandiosidade muda e sem som crescendo no seu interior, observando o céu e sentindo como se muitas coisas estivessem escapando por entre seus dedos.

Mantenha a calma, criança.

Esse é o preço que se paga por não poder abraçar o mundo. A vida é uma barganha onde não podemos ter todas as vantagens da negociação. Mas você está sempre de olho naquilo que não tem, não é?

Quando é que vamos aprender?

Eu me lembro de um amor antigo. Quando ele dizia “aqui é o seu lar”. Ele me viu crescer, andou comigo pelos caminhos tempestuosos. No final, aqui estou eu deixando todas aquelas pequenas coisas para trás, na esperança de não ter que me lembrar delas e não ver as cinzas se reacenderem em brasas flamejantes.

Lembre-se de quem você é hoje, tudo que você se tornou, não é algo para se menosprezar. Um dia eu acordei e tudo que eu tinha era o que eu era. Não achava que era muito. Mas hoje sei que era o suficiente para me levantar outra vez e olhar para horizonte, saudando um novo dia com um grito de desafio: o meu bom e velho sorriso no rosto.

Alguns sentimentos são difíceis.

E mais difícil é aprender a viver com eles.

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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