Alguma vez você já se odiou por ficar olhando o telefone?

Desculpa esse medo bobo.
Provavelmente você nem me conhece.
Não sabe quem eu sou, quem eu fui e o que eu me tornei.
Eu também não sei quem você é.
As coisas estão apenas… seguindo em frente.
Entre um silêncio e uma diferença de horários, nosso primeiro encontro nasceu. Um forte abraço eu te dei.
Um abraço que dizia “aqui estou eu novamente”.
Estar com você é como caminhar em ovos.
Ou em cacos de coração.
Ontem eu chorei pensando em você.
Esquisito, não é?
Também não entendi.
Você não me fez nada de ruim (ainda). Não me magoou, não me soterrou com indiferença, não desapareceu quando amanheceu.
Meu coração parou de bater por amor e afeição alguns anos atrás. Só restaram algumas feridas e alguns fantasmas que sussurram coisas dolorosas nos meus sentidos.
Eu chorei por ter medo.
É como voltar a ter sangue pulsando embaixo de um hematoma.
Foi por isso que eu chorei.
Cancelei compromissos. Enviei mensagens agradecendo o convite. Fiz ligações para dizer “não vou hoje”.
Eu só queria ir para casa e ficar em silêncio.
Engraçado porque, enquanto um pedaço do meu mundo desmoronava, tinha certeza de que você dormia tranquilamente. Para você está tudo bem e espero que continue assim.
Você é jovem. Intenso e tem uma vinda inteira para aproveitar.
Eu sou só um bolo de cicatrizes e ruínas deixadas pelo amor.
O problema de gostar é me tornar vulnerável em um aspecto que tanto me machucou. É como remover o casco de uma tartaruga.
Alguma vez você já prendeu a respiração e se perguntou ”Será que vai ficar melhor do que hoje a noite”?
Existe receio em tudo.
Mas também existe esperança.

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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