Por que nos apegamos em coisas tristes?

Eu me apego muito fácil nas coisas tristes que já passei.

Como um círculo, sem fim, repetindo o mesmo sentimento.

Em um relacionamento no passado, nunca esqueci as palavras que ele me disse.

Eu nunca havia parado para pensar nisso. Foi quando vi que era verdade.

Eu estava sempre encontrando um motivo, revivendo algo, morando no receio do passado, acendendo o sentimento do medo de sofrer, com velhas memórias, situações e pensamentos.

É difícil deixar tudo isso para trás.



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De certa forma, foram minhas lágrimas que me ensinaram quais caminhos trilhar, em quais pessoas confiar e quais eu devia evitar. Foram minhas longas madrugadas que me fizeram ver onde estava pisando e, se hoje eu estou bem, é porque tudo isso valeu a pena.

Eu me apego em coisas tristes não porque gosto de sofrer, mas porque elas se tornaram sinônimo de força.

Afinal, depois de tantas histórias vividas, já decorei a forma como essas coisas terminam.

O lado difícil é tomar cuidado para que essas coisas não prejudiquem o futuro. É como brincar com fogo. É preciso tomar cuidado para que tudo não vire cinzas.

Não faz bem se fechar para o mundo por esses motivos.

São coisas que guardamos para nós, não para os outros.

O mundo lá fora já está bem triste.

Não tenho mais motivos para espalhar mais um pouco de decepção por aí.

Entre lágrimas e sorrisos, a vida continua.

E quanto melhor você souber lidar com isso, mais bem vai fazer para os outros.

Tudo o que eu penso é que devo mostrar o melhor de mim, em todos os momentos.

É isso que vale a pena.

É por isso que me apego à minha tristeza.



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