Tudo de novo, novamente.

Foto by Ryan Wong on Unsplash

O mais novo último dia do ano.

Eu nunca terminei um igual ao outro.
Sempre em situações diferentes, em lugares diferentes, com pessoas diferentes, mas, de algum modo, sentindo as mesmas coisas de uma outra maneira. Talvez seja o peso da idade, talvez seja a maturidade ou apenas um outro jeito de ver as coisas depois de mais um ano de tantos aprendizados.

Um ano atrás, eu terminava 2017 jogado em minha cama com uma angústia no peito. Cansado do meu rosto, cansado das situações que eu provocava. Me lembro quando decidi mudar, quando decidi ser maior do que eu era. Cortei o cabelo, pintei. Mudei minha imagem para alguém que eu não mais reconheceria no espelho.

Que venha um novo ano, eu disse a mim mesmo.

Bem, 2017 tinha começado bem. Com amor e euforia, que não duraram muito, mas que foram suficientes para eternizar momentos e dar à luz ao meu primeiro livro. Em 2017, Inflorais foi publicado na Amazon Kindle. Foram 700 downloads na primeira semana, o que me deixou bem feliz.

Este ano, pra mim, foi de longos dias de trabalho e noites rápidas de romance. Distante, obstante e cauteloso.

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Mas eu estava deixando algo escapar por entre meus dedos. Aquilo que a vida tem de melhor. Os momentos que vou levar comigo e as pessoas ao meu redor. Velhas amizades renasceram, novas surgiram e uma centelha de esperança no amor também acendeu.

Foi um ano estranho, curto, rápido. Parece uma prévia do que o futuro reserva. Como o vento que sopra antes da chuva.
Mas o que eu levo de 2017 são as minhas velhas cicatrizes, meus aprendizados e tudo o que eu construí.

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A cada ano a vida fica mais difícil. E a cada ano, precisamos ficar mais espertos, mais rápidos e acreditar em nossa força.

O sentido da vida é para frente.
E é em frente que eu vou seguir meu caminho, mas com muito cuidado para não deixar nada cair ou para não passar por cima do que aparecer em meu caminho.

Levo comigo o que tenho de mais bonito:

 

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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