De mudança.

Mudar faz parte, mudar é arte.

Mudar me motiva a encarar velhas coisas que estavam escondidas. Muitas vezes entre as almofadas do sofá, outras em algum canto empoeirado do meu coração.

Mudar me inspira a me transformar. A estar em algum lugar que é diferente de onde eu repousei minha cabeça na noite passada. É deitar sobre o novo e respirar um vento que sopra de um ponto diferente da cidade.

A noite está agitada, as pessoas caminhando apressadamente pelas calçadas. Carros se trompam na esquina de casa igual aos nossos corações. A intensidade das coisas boas junto com os cacos do impacto ainda estão jogados por todas as partes.

Pela manhã ninguém vai notar o que aconteceu ali.

Os carros batidos ou as lágrimas que já secaram.

É um novo dia.

Eu vou deixar ele dormindo em casa.

Com um beijo de despedida, saindo em silêncio pela porta.

Um sussurro de obrigado por ficar.

Talvez eu não acredite em suas promessas.

Talvez eu não acredite em suas palavras.

Palavras.

Elas não amam ninguém.

Mas, nesta cidade de prédios velhos e ruas barulhentas, eu tenho nada a perder.

Desde que eu não me perca em você.

Blogueiro, criador do Cronistas de Quarto, amante de chuva, música, cinema e passar horas no quarto rabiscando aventuras.

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