A canção que toca no horizonte

As palavras que não foram ditas gritam em sua cabeça.

Altas como o silêncio.

Penetrantes como a batida do seu coração.

Um simples movimento em direção ao desconhecido.

Um passo em falso rumo ao seu limite.

O limite do que se sente e da esperança.

O limite entre não sentir e sentir.

Um dia eu acordei no meio da noite e te olhei enquanto dormia.

Olhos fechados em mistério que esconde a velha confiança quebrada.

Me perguntei se seria isso mesmo o que você queria.

Eu tenho esse hábito de escolher um coração para fazer morada.

Aluguel sem data de cobrança.

O preço é apenas ficar.

Ou incendiar a casa quando tudo acabar.

Até que só restem cinzas e eu comece a escrever a história outra vez.

Eles me veem como uma pessoa velha, ocupada, sem tempo para os outros.

Construindo a vida em um relacionamento sério com a carreira.

Uma ruína forte e indestrutível depois de tantos relacionamentos.

É exatamente isso que quero que vejam.

Mas, você quer ver o que eu sou de verdade?

Inseguro, solitário, cansado. Esquecendo o gosto e o cheiro do mundo.

Me apego fácil, choro escondido.

Escrevo dezenas de poemas como estes pensando em amores mortos.

Não mostro pra ninguém, guardo pra mim e as vezes apago.

Ninguém quer um bobo apaixonado.

Ninguém liga para palavras de amor.

Ninguém lê textos como este.

Você tem razão em dizer que eu fujo de conflitos.

Mas é apenas cansaço de um mundo cheio de pessoas vazias com atitudes contraditórias.

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